Antes de mais nada, para entender o budismo, você precisa se dar a oportunidade. Deixe de lado o preconceito e abra a sua mente. Para aprender a nadar é preciso entrar na água, não é verdade?
Abaixo vamos explicar um pouco do que é o budismo; primeiramente, para ser budista, não é preciso raspar o cabelo, usar mantos, ou deixar de comer alimentos. A única coisa de que é necessário é o desejo sincero do coração.
Então porque temos tantos monges, linhas budistas e etc? Para entender isso, primeiramente é preciso entender que o budismo como religião foi adotado há mais de 2 mil anos e meio atrás e, em virtude disso, em muitos países ou locais o budismo é adaptado à cultura local.
ENTENDENDO O QUE É BUDISMO
Buda é derivado do nome da árvore (bodhi) no qual Sakyamuni (Sidhartta Gautama) sentou embaixo para dar partida da fundação da meditação e do budismo. Budismo portanto não é nada mais do que a observação de um homem para a natureza de todas as coisas que o cerca (seja o meio ambiente ou a natureza do homem) e a observação da própria mente.
Em virtude disso, o budismo não contempla regras, nem pecados, nem dogmas complicadíssimos e inteligíveis. Como princípio fundamental, o budismo prega que apenas compreendendo os fatos com o coração o homem é levado à libertação do que ele considera ser sofrimento para sua própria vida.
DIFERENCIANDO O BUDISMO DE NITIREN DAISHONIN DE OUTRAS LINHAS BUDISTAS
Como muitos sabem a data de fundação do budismo compreende o período de 500 a 900 anos AC. Naquela época, o príncipe Shidartta Gautama, tentando entender os quatro sofrimentos (nascimento, velhice, doença e morte) abandonou sua vida confortável no castelo e sentou-se debaixo da árvore bodhi para meditar, fato este que atraiu muitos seguidores.
Esses seguidores (ascetas) anotavam tudo que Sakyamuni (rei dos Sakyas - nome dado após ele entrar em profunda meditação pela primeira vez) falava. Muitos desses seguidores passavam anos na companhia de Sakyamuni e depois voltavam para suas localidades de origem com os ensinos anotados. Cada um desses ensinos escritos virou um sutra diferente e foi seguido conforme seu próprio entedimento nas suas localidades. Por isso existem muitos e muito sutras, senão 80 mil sutras.
Próximo de sua extinção, Sakyamuni fez diversas previsões para o futuro e diz declarar finalmente a verdade, verdade esta que estaria registrada no Sutra de Lótus. Neste momento, Sakyamuni levanta-se de sua meditação e declara que anteriormente tudo que tinha falado eram meios pelos quais ajudaria as pessoas a atingir a iluminação.
Seguindo as previsões de Sakyamuni, de que um buda nasceria para organizar o seu ensino, Nitiren Daishonin estudou e compilou os 80 mil sutras e chegou à realidade máxima do budismo, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Myoho Rengue Kyo é o título do Sutra de Lótus e portanto como Nam significa devoção, recitar o Nam-Myoho-Rengue-Kyo significa devotar a própria vida à compreensão do seu profundo significado.
O budismo de Nitiren segue a filosofia budista conforme descrita e objetivada por Sakyamuni. As pessoas estão sujeitas à lei de causa e efeito, não como punição, mas como um efeito normal da natureza e portanto são pura e exclusivamente responsáveis pelos seus próprios atos.
O budismo existe para todos. Todos possuem a capacidade de manifestar o estado de buda, não há preconceito ou discriminação.
SOBRE O BUDA
Para dar início a esse assunto, devemos compreender primeiramente que buda não é um deus, e sim um título. Buda quer dizer iluminado. O buda é um estado de vida, é uma maneira de viver;
"Não existem budas que ficam sofrendo eternamente na pobreza. Também não existem budas cruéis ou malvados, como não existem budas fracos que são derrotados na vida. Buda é um outro nome para uma pessoa que está determinada a vencer não importa o que aconteça."
Devemos compreender que o estado de buda é algo que existe dentro de nós. Você só precisa saber como manifestá-lo em sua vida.
O DAIMOKU E O GONGYO
O Daimoku e o Gongyo são as principais orações do budismo de Nitiren Daishonin.
O Gongyo é a recitação dos trechos dos capítulos Hoben (Meios) e Juryo, parte Jiguague (Revelação da Vida Eterna do Buda) do Sutra de Lótus.
O Daimoku é a recitação contínua do Nam-myoho-rengue-kyo. O Nam Myoho Rengue Kyo é a expressão da verdade máxima da vida e também evidencia sua realidade essencial.
Nam: Deriva do sanscrito e significa devotar, ou relação perfeita da vida do ser humano com a verdade eterna, ou seja, dedicar a própria vida ou relacionar-se com a verdade eterna da vida. Também significa acumular infinita energia por meio da recitação do Nam Myoho Rengue Kyo e agir de forma positiva para aliviar o sofrimento dos outros.
Myoho: Literalmente significa Lei Mística. "Myo" significa místico e "Ho" significa lei.
Rengue: É a lei de causa e efeito. O budismo vê essa lei em todos os fenômenos do universo e a simboliza pela flor de lótus (rengue em japonês), que produz a semene (causa) e a flor (efeito) simultaneamente.
Kyo: Significa a função e a influência da vida, como também a transformação do destino, simbolizando a continuidade da vida através do passado, presente e futuro.
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